terça-feira, 18 de agosto de 2015

Andrea alerta parlamentares sobre perseguição e desmoraliza CPI

   Dep. Andréa Murad, na Tribuna - Foto: Nestor Bezerra
"Tirano", "movido pelo ódio", "perseguidor e incompetente". Essas foram algumas das expressões disparadas pela deputada Andrea Murad (PMDB) em desabafo ontem, 17, na Assembleia Legislativa pelo clima de perseguição do governador Flávio Dino (PCdoB). Ela apenas confirmou o que muitas lideranças políticas estão sofrendo na pele com o novo Governo. Além da avalanche de ações para perseguir Ricardo Murad e os dois deputados da oposição, Andrea também falou hoje sobre a CPI da Saúde, outra imposição contra o Parlamento, alertando o presidente da casa.

- O Maranhão se transformou num grande brinquedo para o governador Flávio Dino, e seu companheiro Márcio Jerry, um grande brinquedo, que José Reinaldo, Dutra, Roberto Rocha que o digam, e, daqui a pouco, será o Presidente desta Casa, Humberto Coutinho, porque ele também já demonstrou não ter pelo presidente desta Assembleia a menor consideração. Quer mandar nesse Parlamento, deixando o presidente completamente constrangido ao ficar intervindo nos assuntos desta Casa, para tentar constranger deputados - disparou a peemedebista.

CPI DA SAÚDE

Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito, a deputada disse não ver legitimidade nos membros de uma comissão que não tem, sequer, um objeto específico para investigar. Considerou a CPI um "mico" que foi imposto a todo custo e goela abaixo dos deputados. Ela já adiantou que a Justiça será acionada por causa da CPI, criada sem fundamentação.

- Qual é a moralidade desta CPI, dos membros dessa CPI começando pelo presidente da CPI? Por isso que digo, esse governo não é governo, fazendo essa Assembleia Legislativa pagar um grande “mico” com essa CPI que não sabe nem o que investigar, não tem objeto definido. Pode até ter CPI, mas não essa, sem objeto determinado. Irão fazer outra, correta pq se houver justiça essa imoralidade não irá pra frente. Então, deputados e deputadas, isso aqui é uma revolta mesmo de uma parlamentar que foi eleita legitimamente pelo povo, mas que o governador está perseguindo; aliás dois parlamentares, e, por conveniência, todos achando tudo natural. Hoje estou sendo vítima, mas amanhã poderá ser qualquer um de vocês - alertou.

Assista o discurso completo AQUI