segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ricardo desabafa

   Reprodução/Facebook-Ricardo Murad
Por RICARDO MURAD - Hoje foi um dia emblemático: a presidente Dilma deu mostras que pode não ter mais condições de governar. O descontrole da economia e a incapacidade de encontrar saídas, a não ser a de meter a mão no bolso do contribuinte, demonstra que o governo pode ter chegado prematuramente ao seu final. Foi anunciado novo aumento de impostos e cortes em benefícios. Os ministros mais pareciam dois patetas com cara de enterro. Tudo o que prometeu fazer durante a sua campanha hoje se comprova que era tudo coisa de marqueteiro.

Na verdade, fomos enganados, todos nós e quiçá também a própria Dilma. Difícil crer que ela conscientemente pudesse ter sido tão incorreta na campanha a ponto de deliberadamente ter prometido o que de antemão sabia não poder cumprir. Porque foram tantas as promessas, tantos os compromissos e só o que se viu após o pleito foram problemas surgindo por todos os lados numa sucessão infindável de surpresas desagradáveis, mostrando a farsa e a maquiagem produzida pelos marqueteiros para que vencesse a eleição.

E para piorar, esse pacote anunciado hoje não trouxe qualquer reforço, nenhum alento para o caixa dos estados e municípios. Tudo irá cobrir o rombo da União. Uma vergonha! Vejam as medidas anunciadas que demostram completo descontrole e incapacidade do governo na economia. Até agora foram adotadas cortes de R$ 134 bilhões. E ainda não foi suficiente!

Entre as medidas mais tenebrosas estão:
- Congelamento dos salários dos servidores públicos: R$ 7 bilhões de reais
- Cancelamento de todos os concursos públicos em todos os poderes e MP: R$ 1,5 bilhão
- Limitar o teto dos salários dos servidores públicos: R$ 0,8 bilhão
- Corte no Minha Casa Minha Vida: R$ 4,8 bilhões
- Corte nos gastos com Saúde: R$ 3,8 bilhões
- Aumento de imposto para a empresa exportadora:
- Aumento de impostos para empresas em geral: R$ 5,8 bilhões
- Aumento de impostos para empresas do sistema Sesc/Senai: R$ 2 bilhões
- Aumento no imposto de renda sobre vendas de imóveis: R$ 1,8 bilhão.
- Volta do famigerado imposto do cheque - CPMF: R$ 32 bilhões.

Aqui no Maranhão o sinal vermelho já foi ligado. O governador que teve longos nove meses para preparar a máquina pública preferiu meter a mão nos bolsos dos servidores, cancelar verbas para hospitais e cortar programas como o Viva Luz. Enquanto isso a festança com o dinheiro público com gastos milionários com aviões, aluguéis e propaganda além de despesas imorais entre os aliados do governo impera. Flávio Dino venceu uma eleição fraudando o anseio popular. Assim como Dilma, ele afunda o estado com sua gastança desenfreada.